quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cobra Honorato Filho

A LENDA DO FILHO DE COBRA GRANDE CONTINUA
A história passou e não falei muito do protagonista. Cobra Honorato é um dos personagnes que mais gosto do folclore brasileiro, de acordo com a lenda ele é filho de uma índia Tapuia com o Cobra Grande e tinha uma irmã chamada Maria Caninana. Por causa da maldição, segundo a lenda, ela se converteu ao cristianismo e deu aos filhos gêmeos os nomes de Honorato e Maria. 

Enquanto Norato, como era mais conhecido, era uma pessoa boa e gentil, Maria era perversa e má. Segundo a lenda ele enfrentava criaturas monstruosas dos rios e ajudava as pessoas, mas sua maldição o fazia ser obrigado a "vestir" novamente o couro de uma sucuri e a errar pelos rios. Maria, que não aceitava sua condição, se tornou cada vez mais violenta e assassina resultando em uma luta mortal entre os irmãos. Cobra Norato perdeu o olho, e Maria Cainana a vida. Parece que depois de matar a irmã ele se tornou deprecivo e triste. Já não suportava mais o fardo que carregava. Felizmente, sua maldição foi quebrada graças a coragem de um soldado da cidade de Cametá que colocou leite de mulher na boca da serpente e partiu a cabeça do réptil com sua espada. A partir daí Norato, como era mais conhecido, passou a viver uma vida normal e se tornou também um soldado da cidade.

A lenda conta a história até aí, em Tupanaoca, para a criação do personagem Cobra Honorato trabalhei com algumas hipóteses:

- E se Cobra Norato, depois que a maldição fosse quebrada tivesse se casado e tido filhos? Isso não seria incomum.
- E se o filho herdasse o sangue do pai?
- Cobra Grande é o pai de Cobra Norato, como ele reagiria com o afastamento dos filhos?
- E se um filho de Cobra Norato aceitasse a maldição da família?

Existem lendas que dizem da aparição de Cobra Honorato cujas datas não coincidem com alguém que viveu e morreu no passado, como a luta que teve de 100 dias e 100 noites contra a Piraíba do Rio Amazonas que se alimentava de crianças e foi expulsa para o Rio Trombetas.

Estes "causos" me fez imaginar que existem muitas histórias não contadas a respeito do herói e que deveriam ser exploradas. Outras informações sobre Cobra Honorato e outros personagens é só visitar o Menu deste site. Espero que se divirtam!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tupanaoca: Episódio 01

Aproveito a oportunidade para agradecer a alguns companheiros que direta ou indiretamente sempre me incentivaram a continuar a escrever e a desenhar. Ao amigo João Norberto, Alex Nery e demais companheiros doUniverso Nova Frequência. Ao Eremita do Iceberg, Diego Marinho, que foi um dos primeiros a ver o projeto em construção tomando forma, ao quadrinista Fábio Dino, do Projeto Folks e, é claro, aos amigos com quem dividi projetos na revista virtual WC². Quanto a minha esposa, bem, agradecer a Tebhata é pouco... Vou dar um beijo nela, para começar! 





>>> TUPANAOCA 01 - É SÓ CLICAR AQUI!!!<<<

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É Amanhã: História Completa!

Amanhã a história sai do forno.
Pretendo ainda nestas últimas horas fazer alguns ajustes para a postagem do material, portanto não devo postar esta madrugada.
O mais certo é que a história esteja disponível amanhã à noite.
Preparei um Wallpaper para já entrar no clima da história. É dos grandes, 1680x1050. Outros formatos menores vou postar com outros personagens no decorrer do período.
Espero que todos gostem!


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Zaoris: Além do Seu Olhar


Quem quer ver além do alcance?


Poderes paranormais sempre fizeram parte da mitologia de diversos povos. Telepatia, teletransporte, mediunidade, telecinesia, radiestesia, zahorí e muitos outros dons que fariam qualquer mutante da Marvel feliz da vida. Não só da Marvel e DC, mas também dos mangás japoneses.

Alguém lembra do personagem Sasuke do anime Naruto? Ele possuía olhos mágicos chamados de sharingan que o permitia copiar o que uma outra pessoa fizesse apenas olhando. Este princípio foi usado no “olho do leão” de Régulus, personagem do mangá Cavaleiros do Zodíaco – Lost Canvas. Uma mulher também já teve olhos especiais e o nome dela é Aya Natsumi  do mangá Tenjho Tenge. Era o Ryugan, os olhos do dragão. Quem tinha o Ryugan podia ver o passado, presente, os futuros possíveis e até ver e ouvir os mortos.

Ter uma “visão além do alcance” significa obter uma vantagem significativa sobre os outros mortais. Talvez seja por isto que a lenda do Zaori seja tão interessante.  O zaori é uma lenda árabe trazida para o Brasil na época da colonização durante o ciclo das pedras preciosas. A lenda é forte na região do Rio da Prata, no Rio Grande do Sul. Lembra estes gurus que tem uma pedra como se fosse o terceiro olho? Pois é, é uma variação do Zaori. A definição de zaori mais comum que se encontra na internet é que “Todos aqueles que nascem em uma sexta-feira da Paixão são zaoris. Têm o aspecto de homens comuns. Seus olhos, porém, são muito brilhantes, de um brilho mágico, misterioso. Possuem o poder de ver através de corpos opacos, terras ou montanhas, assim conseguindo localizar tesouros escondidos. Barras de ouro ou prata, jóias, pedras preciosas, armas raras, nada escapa ao olhar mágico destes seres, mesmo que esteja enterrado sob vinte metros de terra.”

Vendo esta definição e analisando o folclore de pessoas que leem cartas, mãos, e enxergam o futuro acabei chegando a uma conclusão sobre o Zaori que é o que será usado nas histórias de Tupanaoca: o zaori é o olho da verdade. O que você quer ver? Você quer ver ouro na montanha? Quem tem o zaori tem a capacidade de olhar o lugar e ver a verdade se há ou não ouro no lugar. Você quer ver o que pode acontecer no futuro se seguir um determinado caminho? O zaori mostra se aquilo é verdade ou não.

Para uma história, esta concepção traz um leque muito interessante de possibilidades a serem exploradas e ao mesmo tempo não foge da tradição folclórica dos adivinhos do interior. Dia 20 de junho, estão convidados para ver como isto funciona na história em quadrinhos de Tupanaoca. Será ler e se divertir.