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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Até logo, Stan Lee

STAN LEE PARTE PARA A PRÓXIMA AVENTURA NO UNIVERSO E DEIXA SEU LEGADO


Ele queria apenas que os quadrinhos dessem certo para que ele pudesse pagar as despesas de seu apartamento, mas as forças do Universo conspiraram para que ele conseguisse infinitamente mais.

Morreu ontem, 12 de novembro de 2018, Stan Lee, o criador da galeria de super-heróis da Marvel. Suas criações e co-criações incluem os X-men, o Quarteto Fantástico, o Homem Aranha e muitos outros. Apaixonado pela cidade de Nova York ele transformou a metrópole americana no centro do mundo onde os Nova Yorkinos representam todas as pessoas do globo, com suas diferentes culturas, tipos humanos e nacionalidades.

Stan Lee criou na Marvel uma utopia onde os super heróis, mesmo em um mundo caótico, lutam e vivem com os mesmos problemas e virtudes de qualquer pessoa. Qualquer um poderia viver e se identificar com o mundo criado pelo grupo formado por Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko e outros grandes que passaram pela Marvel Comics sendo isto o grande trunfo da editora.

Stan Lee agora se une ao panteão de heróis que ele mesmo criou. Obrigado, Stan Lee! E agora, na próxima grande aventura desconhecida, você novamente chegará primeiro do que nós.

domingo, 4 de novembro de 2018

Eleições 2018 – Uma Semana Depois


O SUFRÁGIO ONDE O BRASILEIRO SE OLHOU NO ESPELHO E O QUE VIU FOI HORRÍVEL


Nada de bom sai dos extremos. Não é questão de direita ou de esquerda, mas uma questão de história. 

Nestas eleições, no primeiro turno, haviam treze candidatos e o brasileiro escolheu as duas piores opções possíveis para o país. Em um ambiente onde todos estão revoltados, cansados de corrupção, violência urbana, insegurança pessoal, fica fácil fomentar a busca por um inimigo. Alguém que você possa culpar. Um saco de pancadas que você não precisa ter vergonha de bater.


Ao colocar Bolsonaro contra PT, o país literalmente rachou ao meio. Era a extrema esquerda contra a extrema direita. O meu bem contra o seu mal. A minha verdade contra a sua mentira. E os fins justificam os meios, seja através de notícias falsas, discursos vazios, verdades maquiadas. Ninguém pensou no lógico: são dois políticos discutindo e as verdades de um candidato variam de acordo com as pesquisas eleitorais e tudo é válido para se chegar ao poder.

Bolsonaro venceu a eleição, mas o PT não vai mudar suas diretrizes. O projeto de santificação do Lula vai continuar e eles estarão todos posicionados da forma que se sentem mais confortáveis que é como bancada de oposição. Quem perdeu foram todos os outros brasileiros que se vestiram de 13 ou 17. Brigaram com amigos, parentes, ofenderam e saíram magoados uns com os outros.

Um país partido ao meio.

Não acredito que os próximos quatro anos serão bons. Também não acredito que seria melhor se quem tivesse vencido fosse o outro candidato do segundo turno. Fomos condenados a quatro anos de azar pela nossa própria incapacidade de pressentir a arapuca que armamos para nós mesmos ao colocar dois lados que se odeiam como escolha final. Abdicamos do dever de votar pelo projeto optando pela facilidade de escolher pelo ódio. Agora é rezar para uma surpresa positiva que mais parece um pedido de milagre, já que fomos avalistas de nosso próprio destino através do voto popular.

“Eu vejo em vossos olhos o brilho que faz saltar o coração. Vejo que cremos firmemente que um dia,  quando olharmos para o horizonte, veremos nossa bandeira tremular como a maior entre as nações... Mas esse dia não é hoje.”

Como escritor e quadrinista, seguiremos com nossa programação normal de críticas ao poder, a sociedade e os rumos da humanidade. Deixo claro que não é por posição partidária ou solidariedade a grupos raivosos, mas simplesmente porque, parafraseando Millôr Fernandes, “Criar arte é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

Se pudesse dar um conselho seria de aceitar o resultado das urnas com o lembrete que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Estamos todos no mesmo barco em um mar grande e ameaçador. Agora é aguardar a fúria do oceano em nossa caravela chamada Brasil.

Caramba, como este mar está feio!...Tomara que o barco não fique à deriva ou afunde. Que Deus nos ajude e amém!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Inktober - O Mês dos Desenhos

O DESAFIO DE DESENHO EM TINTA COMEÇA!

Em 2009, o artista Jake Parker criou um desafio simples: fazer um desenho finalizado à tinta por dia durante um mês inteiro. Nasceu então o Inktober, uma grande reunião de desenhistas do mundo inteiro que, durante este mês, desenham e postam suas ilustrações na rede. E para participar é muito fácil, bastando usar a hastag #inktober e #inktober2018.

Este ano, Hamilton Kabuna, um grande incentivador dos quadrinhos nacionais propôs uma lista só com personagens nacionais. Para prestigiar a galera, estamos junto nessa brincadeira:


Até o fim de Outubro estaremos postando durante os fins de semana todas as ilustrações que estarão fazendo parte do jogo. Amanhã apresentaremos o primeiro bloco com o Garra Cinzenta, Lisandra, Piratas do Tietê, Turma da Mônica e Megasônicos.

Para quem não quiser esperar até o próximo sábado é só acompanhar as postagens diárias do meu Instagram clicando >>> AQUI <<<<

No mais, quem quiser participar da brincadeira, o projeto é livre. Só não vale ficar parado!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Excelsior Eterno!

Após o Choque, é Hora de Falar Sobre João Carpalhau

Vinte e sete de julho foi um dia estranho. Logo de manhã minha esposa deu a notícia do falecimento do nosso amigo e Lutador das Artes Sequenciais da Baixada Fluminense, João Carpalhau. Um ataque cardíaco fulminante ceifou sua vida na noite anterior. Custou a cair a ficha. Não acreditei na hora. Já perdi familiares e amigos antes, mas a gente sabia da notícia que estava doente ou no hospital. As únicas mortes repentinas que me lembro foram as de minha Avó e do meu amigo Sérgio. Quando minha avó faleceu eu tinha uns nove anos, já o Sergio estava em outra cidade e fazia tempos que não tinha notícias dele. Mas o Carpalhau... Cara, no dia anterior havia postagem dele na rede!

Conheci o Carpalhau em uma visita que ele fez à Escola Lipe Diaz, conheci um pouco do trabalho dele e ganhei uma revista do Detrito, personagem que criou. Carpalhau adorava quadrinhos de Herói, Detrito é uma versão bem brasileira do Monstro do Pântano. Para uns ele era um comunista, para mim ele foi um cara que via o quadrinho com a mesma saudade que tenho, como um entretenimento de massa, que podia ser vendido barato em bancas de revistas.

O Capa Comics é um grupo de resistência às artes cada vez mais caras e mais distantes de uma forma de lazer e entretenimento simples como era antigamente. Me lembro quando era criança, na época da inflação alta de juntar dinheiro para comprar as revistas que eram de meu interesse nas bancas. (Dois Barões - Dois Mil Cruzeiros). Saia da escola e religiosamente visitava cada banca que encontrava só querendo confirmar a data que o lote de revistas chegaria. Era uma época diferente de hoje, as crianças andavam a pé ou de bicicleta pelo bairro sem preocupações...

Deixo aqui meu abraço a Lu, esposa do Carpalhau e, porque não dizer, a delegada do grupo. Aos demais membros do grupo, o Hamilton em especial, que é com quem eu mais tenho contato. E desejo ao Capa Comics força, neste momento. Vejo o Capa como uma banda que perdeu o vocalista... A morte é sempre uma situação inconveniente! Só posso olhar para cima e dizer: "Pô, Carpalhau! Que hora tu inventou de subir, heim?"

Excelsior!

terça-feira, 5 de junho de 2018

FIQ 2018 – Êita Evento Bão!


De 30 de Maio à 03 de Junho, o FIQ Mostra a Força e a Saudade da Galera do Evento "Mais Melhor" do Brasil

(Pammela, Fred, Estevão, Valu, Tebh e Anderson)

É curioso como certas coisas acontecem, o evento foi adiado por problemas da Organização do Evento juntamente com problemas financeiros do poder público sendo excluído do calendário da Cidade de BH no ano passado. Mas este ano, o FIQ estava lá! Firme, forte, no coração das Minas Gerais. Está na hora dos caciques portadores do dinheiro começarem a ver este evento como ele realmente é: Uma referência líquida e certa como evento cultural da Nona Arte para todo o Brasil. Todos os dias houve boa movimentação do público, boa repercussão, boa interatividade.

(Chairim, Cora e Tebh)

(Tebh e Hiro)

(Digo e Tebh)

(Tebh, Mayara e Paula)

O FIQ é popular, é descomplicado, é gostoso para todos se entreterem. Conversar, caminhar e até beber com figuras conhecidas do quadrinho nacional, não tem preço! Algumas coisas na estrutura melhoraram, os corredores de acesso ficaram mais espaçosos e, mesmo com muita gente, as pessoas conseguiram caminhar melhor. As palestras foram muito boas, assim como as oficinas (Participei de duas delas e gostei pra caramba). Claro que existem coisas que precisam melhorar, pois o preço das mesas para os quadrinistas independentes foi salgado, R$ 600,00. Faltaram bebedouros. O FIQ também merecia, para algumas palestras de um auditório maior. O pedido de um diálogo maior por parte dos artistas independentes com as autoridades da área da cultura aconteceu com bom humor, novamente com o FIQ Fora no sábado e no domingo (vamos tratar disso em outro post). E o principal, em alguns momentos ficou claro que a Serraria chegou no seu limite de capacidade de público em diversos momentos.

(Alexandre, Tebh, Fred, Waine)

Estas críticas, aliás, para mim é coisa boa e não ruim. Foi sinal que o FIQ cresceu muito, as pessoas abraçaram o evento. Se pudesse dar uma sugestão para os organizadores seria: façam uma avaliação do evento hoje! Está na hora de pensar maior, 2020 está logo ali e está comprovado que o FIQ não só é, talvez, o mais antigo evento de quadrinhos que ocorre de forma regular no Brasil, como também é o mais querido!

Belo Horizonte, é sempre bom demais! Abraço a todos os amigos e a família em Minas Gerais!




sexta-feira, 25 de maio de 2018

LER e Recordar - Salão Carioca do Livro

Fotos e Fatos da Gibizeira no Salão Carioca do Livro


Espaço Zanzoo na Gibizeira no Salão Carioca do Livro, que ocorreu entre os dias 17 a 20 de maio.


O local foi a Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio de Janeiro. Nosso grupo de campanha da Zanzoo esteve lá: Tebhata, a ranger, aquela que mostra o o que faz. Cecil, o clérigo, o que transmite intelectualidade na postura. E Alexandre, o arqueiro, aquele que vê ao longe.


No evento aconteceram vários debates, este com o tema de quadrinhos infantis com: Rose Araújo (Amigos da Liz), Mig (Thrash), Tebhata (Marry Melody) e Felipe Campos (Arthur e Seus Medos).


Neste debate sobre quadrinhos e outras mídias, Tebhata mediou um bate papo com: Rapha Pinheiro (O Salto), Thiago Elcerdo (Beleléu), Pacha Urbano (As Traumáticas Aventuras do Filho de Freud) e Leonardo Finocchi (Hell No).


Debate das meninas, com: Cora Ottoni (Zeladores do Tempo), Thais Linhares (Periquitas), Camila Padilha (Aliens of Camila), Tebhata (Marry & Melody) e Roberta Araujo (Mulheres nos Quadrinhos).


Nosso abraço aos companheiros que estiveram na mesma mesa que a gente, dividindo o mesmo espaço, mesma luta e mesmas aspirações. Segue os links para conhecer o Bombeiro Mascarado, o Specie Verde, Jou Ventania e os títulos diversos do companheiro Eberton Ferreira.

Não podemos deixar de agradecer aos organizadores, a galera do Capa Comics, o Carpalhau, a Luciana, o Hamilton e todos os demais colaboradores. Também deixamos nosso abraço aos companheiros que é sempre bom rever, O Valu Vasconcelos, o Estevão Ribeiro, Lipe Diaz e Andreia Fernandes.


E, para finalizar, só podia ser com o companheiro Emerson Lopes, criador do personagem Alfredo, o Vampiro. No momento ele está trabalhando, aos poucos para o lançamento do segundo volume de tirinhas. Agradeço a ele pelo desenho do Cobra Honorato que fez durante o evento.


Ele pode ter certeza que o nosso exorcista aprovou!



segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Gibizeira do Salão Carioca

Dos dias 17 à 20 de Maio Aconteceu a LER – Salão Carioca do Livro (e Nós Estivemos Lá!)


Nenhuma biblioteca deveria ser fechada, mas a BPE (Biblioteca Parque Estadual) estava, desde o ano de 2016. Pouca gente sabe o quanto é caro manter aberto aquelas instalações, segundo o jornal “O Dia” através das palavras do próprio Secretário de Cultura, Leandro Monteiro, os valores chegam à quatro milhões ao ano. Com os problemas financeiros que o Estado do Rio enfrentou (e ainda enfrenta) nos últimos anos, várias instalações culturais tiveram que ser fechadas e, aos poucos, os espaços estão voltando a abrir.


A BPE é uma das instalações mais magníficas que se pode visitar no Rio. Bonita, aconchegante, ampla. O Salão Carioca do Livro deu a oportunidade para as pessoas visitarem o lugar pela primeira vez, ou revisitar após tanto tempo. Dentre tantas possibilidades de leitura, me atrevo a dizer, que a Gibizeira organizada pelo pessoal do Capa Comics é que deu o tempero popular ao evento. Creio que grande parte das pessoas que começaram o hábito de leitura, lá na época de escola, começou através dos quadrinhos. Quadrinho que hoje anda um pouco até “gurmetizado” devido o afastamento do público das bancas de revistas, mas que, através das produções independentes, ainda consegue dar aquele ar nostálgico para quem saia da escola e ia se encontrar com a turma na banca para folear, comprar, ou procurar novas HQs.


A Gibizeira teve um ar de feirão, bem no estilo de eventos de quadrinhos que já acontecemos, como a 101 e o Family Geek. Mas, o Ler teve uma coisa que estes eventos não tinham e acho que foi o que tornou, pelo menos para mim, no melhor evento de quadrinhos que já participei no Rio de Janeiro: o fato de que a Biblioteca trouxe ao evento uma imersão que tornou a atmosfera muito boa para quem gosta de procurar materiais de leitura, independente de serem livros ou quadrinhos.

Torço para que o evento seja recorrente, que continue outras vezes. Pelo menos para mim deu a impressão de que vale uma "Gibizeira II, o retorno à BPE" em um futuro próximo.

sexta-feira, 30 de março de 2018

A Páscoa e a Nossa História

...E Tudo o Que Somos Hoje Começou Nesta Época do Ano!

Quando as caravelas portuguesas chegaram ao Brasil no ano de 1500 e avistaram as nossas terras pela primeira vez vendo o cume do que chamaram de Monte Pascoal, justamente por causa da época do ano em que as terras foram descobertas por Portugal. Surgia ali a história de uma terra que se chamaria Brasil.

A época da Páscoa, celebrada no primeiro domingo de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul, é uma data cheia de significado religioso e cercado de mitos e lendas.
Para o judaísmo, a Páscoa ou Pessach marca a comemoração da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, contada na bíblia pelo livro do Êxodo.

Para o Cristianismo, a Páscoa marca a ressurreição do Messias. Toda a base da religião cristã está atrelada à vitória sobre a morte de Jesus Cristo.

No Brasil, a Semana Santa, que começa com o Domingo de Ramos, já começa com a tradição da bênção de folhas. Muitos vão às missas para que sejam abençoadas as ervas que serão usadas como chás e temperos. A fé faz com que esta crença auxilie para que sejam trazidos bênçãos e a cura de enfermidades.

No interior, muitos ainda guardam a tradição das encenações da condenação, crucificação e ressureição de cristo. Cidades do interior do Brasil ainda atraem muitos turistas com as procissões do Senhor Morto e as festividades religiosas que começam nas Igrejas e terminam nas ruas após as missas.

O caráter sobrenatural da época ganha força através de lendas como o zaori, onde a pessoa que nasce na sexta-feira da paixão ganha a capacidade de ver mais que as outras pessoas, sendo capazes de coisas como prever o futuro, ou encontrar ouro escondido sob a terra.

Segundo as lendas, é proibido caçar na semana santa, em especial na sexta-feira da paixão. O caçador que não respeita a data está fardado a todo o tipo de desgraça durante sua empreitada. O resultado dos aventureiros que retornam com vida são sempre histórias de eventos sobrenaturais que resultam em algum tipo de ferimento físico ou o encontro com feras perigosas e até o diabo.

As crenças populares mostram que o Deus Cristão não está com os caçadores, os brigões e os desobedientes durante a Semana Santa, e não é bom entrar em matas para provocar os Caaporas, Sacis e Anhangás nesta época do ano. Eles podem se mostrar bem mal-humorados.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Expo Comics - Pindamonhangaba, Nós Estivemos Lá!

Momentos de um evento que vai deixar muitas saudades nos dias 17 e 18 de março

Shopping Pátio Pinda na Expo Comics

Mesa das Mulheres nos quadrinhos: as opiniões de Tebhata Spekman, Bianca Nazari e Cora Ottoni

Rolou oficinas sobre diversos temas no evento. Eu e uma palhinha sobre roteiro de quadrinhos.

Teve as artes do Professor Lipe Diaz.

Shopping Pátio Pinda e a área dos Artistas.

Cora Ottoni, e suas obras ao lado de Tebh Spekman. Marry, Melody e Corenstein!

Essa foi a nossa mesa, Tupanaoca estava lá!

Gabriel Sozzi e sua arte super maneira!

Nossos agradecimentos aos amigos da Imago, unidos em prol do da arte!

Sim, e houve apresentação de cosplay.


Foi um final de semana muito legal! Aproveito o momento para agradecer a toda equipe da Imago, ao Wanderley, Don, Franciluce e todos os outros membros da equipe que não pouparam esforços para que todos os convidados se sentissem confortáveis. Tivemos excelentes acomodações no Hotel Intercity, alimentação boa no Degusta e todos foram muito atenciosos conosco.

Pessoal de Pindamonhangaba, forte abraço! Imago, muito sucesso! Aos estudantes da Imago Academia de Arte e Design, fiquei feliz demais em ver a quantidade de pessoas de várias idades que estão em busca de aprimorar suas técnicas e perseguindo seus objetivos. Sigam sempre em frente!

Abraços à todos!


quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher: Nossas Autoras e Nossos Quadrinhos

O Nosso Muito Obrigado para essas Meninas que Valorizam Muito a Nona Arte no Brasil!

Oito de Março é o dia internacional da Mulher. Existem várias maneiras de homenagear nossas meninas que são muitas em uma só. Como estamos tratando de quadrinhos e estamos no Brasil, por que não destacar o trabalho de nossas autoras e suas criações? A grande maioria nunca parou para pensar em personagens femininas brasileiras criadas por autoras, sei que se pararmos um pouco vamos ver que a lista é bem grande. Vamos então destacar algumas delas:



Personagem Samantha do Quadrinho "Beladona"

Essa menina de 7 anos de idade é a protagonista da história de suspense e terror ambientada no mundo dos sonhos e da realidade. Beladona é um dos quadrinhos mais emblemáticos da década capitaneado pelo roteiro de Ana Carolina Recalde e desenhada por Denis Mello.

Mais sobre Ana Recalde e o quadrinho Beladona você pode encontrar clicando >>>AQUI<<<.!

Personagem Juno Omura do Quadrinho "Vidas Imperfeitas"

A heroína de Vidas Imperfeitas é uma personagem interessante devido ao contexto criado pela autora Mary Cagnin. Ela é tida pelas pessoas à sua volta como violenta, impaciente e impulsiva, mas ela é fruto da realidade em que vive e suas reações são a resposta das ações do cotidiano que a cerca.

O quadrinho "Vidas Imperfeitas" de Mary Cagnin você pode encontrar clicando >>>AQUI<<<!

Personagem Mona do Quadrinho "Purple Apple"

A vampirinha ruivinha da série é uma das personagens mais adoráveis das histórias de Purple Apple. Ela é avoada, meiga e ainda tem um problema de DDA. Purple Apple é a série que serviu de cartão de visitas da autora Chairim Arrais.

Chairim está com um projeto novo, este para maiores de 18 anos, é o quadrinho da RED, uma personagem de sua autoria. Você pode conhecer sobre o projeto dela clicando >>>AQUI<<<!



Personagem Dani do Quadrinho "As Empoderadas"

Li, Fabi e Daniela fazem parte de um grupo de heroínas que ganharam seus poderes depois de uma espécie de “tempestade solar”. Dani tem força sobre-humana, é mãe de família e mora em uma casa que é muito a cara de qualquer lar brasileiro. Uma criação destaque feito pelo grupo PAGU, um coletivo de moças criativas que publicam pela Social Comics. Roteiro e Arte Germana Viana e capa de Érica Awano.

Os quadrinhos do selo PAGU com Germana Viana, Erica Awano e outras meninas dos quadrinhos são encontrados no Social Comics, se quiser conhecer é só entrar no Netflix do Quadrinho do Brasil clicando >>>AQUI<<<!

Personagem Virgínia do Quadrinho "O Diário de Virgínia"

Cátia Ana criou um tipo de HQ que usa as possibilidades gráficas oferecidos pela internet para criar histórias que em alguns momentos lembram flutuações e sonhos. O trabalho vale muito não só apenas pela história mas também pela qualidade estética.

O trabalho da Cátia Ana pode ser encontrado clicando >>>AQUI<<<!

Personagem Melody do Quadrinho "Marry & Melody"

Melody é uma personagem criada pela artista Tebhata Spekman e, eu pessoalmente, tenho preferência por ela por ser a mais megalomaníaca da dupla de garotinhas nerds. Ela é inteligente, sarcástica e algumas vezes maldosa. Nada mais humano.

Os trabalhos da Tebhata podem ser encontrados no blog Marry&Melody clicando >>>AQUI<<<!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Exorcistas-Mor: Quem são, Como Vivem, Como Pagam suas Contas?


Hoje em Tupanaoca, a dura vida de nossos heróis que não ganham por trabalho ruim como nossos políticos e nem recebem doações de Igrejas



É isso mesmo que você leu no título, você vive uma vida dura, luta como um leão, morre como um herói virtuoso, aceita a missão de Deus de retornar à terra para preservar a vida e salvar as almas das pessoas, vai lutar, vai morrer outra vez e não receberá financeiramente nada por isso.

Não é à toa que para se tornar um Exorcista-Mor o indivíduo precise ser verdadeiramente virtuoso. Seria mais fácil viver às custas da herança do pai como o Batman, o Arqueiro Verde, o Homem de Ferro ou o Professor Xavier, ou ser um príncipe de uma nação como o Aquaman, o Pantera Negra e o Namor, mas estamos no Brasil, nossos heróis estão mais para Homem-Aranha do que para o primeiro grupo.

Minto, nossos exorcistas também não estão no grupo do Homem-Aranha (Lamento para quem achou que fosse assim). Não podemos esquecer que estamos tratando de heróis lendários que viveram adquiriram experiência de vida e caminham pela terra a mais de uma centena de anos. Experiência vale muita coisa e eles sabem como tirar proveito dela.

Vejamos nosso Exorcista-Mor Cobra Honorato. Sua profissão é a de ourives. Ele é um joalheiro que só é conhecido pelas iniciais C.H. E ele é um artesão misterioso e seu trabalho vale muito dinheiro. As peças que produz são vendidos pela Fundação Tupanaoca por uma média de preços que varia de R$ 5.000,00 à R$ 150.000,00 e pessoas compram. A média de vendas é de duas à três peças por mês o que faz com que seus lucros, descontado os impostos, não fique nunca menor que R$ 14.000,00 em meses fracos. Não é um dinheiro ruim. Atualmente as vendas estão até melhores devido fato de Sariel ser apaixonada por tecnologia e as negociações puderem agora ser feitas pela internet com potenciais compradores de todo o mundo, no ano passado a melhor venda foi de R$ 230.000,00.

Cobra Honorato só faz peças por encomenda, cada peça é única e feita de forma exclusiva para o comprador. O valor de sua arte é alto não só pela qualidade do que faz, mas também pelo material. Como é ele mesmo quem garimpa nos rios do Brasil as pedras preciosas, os seus diamantes, rubis, safiras e esmeraldas são muito mais belos que os da concorrência. A Fundação sempre recebe visitas de empresários em busca do artesão da marca C.H para firmar parcerias, mas a resposta é sempre a mesma: “C.H é um artista que só trabalha com pequenas quantidades de encomendas, ele escolhe seus clientes e não abre mão disso.”

Mas o que Cobra Honorato faz com o dinheiro? Na verdade, tudo que os exorcistas recebem fica com a Fundação Tupanaoca. Cobra Honorato é apenas mais um dos cooperados junto com os outros exorcistas e o que ele ganha é somado com todos os outros. Nossos Exorcistas Maiores recebem um cartão da empresa onde podem sacar e pagar as contas da forma que acharem necessário sem a necessidade de precisar ficar se identificando. Nenhum Exorcista-Mor faz questão de saber se um ou outro primo (que é como a forma como os exorcistas se tratam) está fazendo mais dinheiro, este não é o verdadeiro trabalho deles. Os exorcistas raramente se encontram, mas são uma família. O que é recebido por um é dividido por todos e eles são felizes tralhando desta forma.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O Folclore, o Samba e a Intervenção Federal

A Lenda do Carnaval que fez o Governo usar o Capítulo VI da Constituição


E lá vamos nós com mais um artigo e desta vez um pouco diferente. Creio que seja oportuno falar um pouco sobre o Carnaval. Mas por que carnaval em um Blog que tem o objetivo de contar histórias com ligação com o folclore?

Vamos começar com o básico: o que é folclore? Folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração. Podemos citar como manifestações folclóricas as Festas Juninas, as Marujadas e o Carnaval.


Um Pouco sobre a História do Carnaval

O Carnaval no Brasil começou sua história no Período Colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas, mas era bastante popular.

Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizado. Todavia, as camadas populares não desistiram de suas práticas carnavalescas surgindo os chamados cordões e ranchos, ambos ligados à população rural e a práticas religiosas usando de procissões, capoeira e tocadores de bumbos. A elite do Império começou a organizar os Bailes de Carnaval nos teatros e clubes cariocas.  As marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, e o nome originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música O Abre-alas. 

O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo do tempo o legítimo representante musical do carnaval.
Hoje, no século XXI, milhões de pessoas vão às ruas em dezenas de cidades brasileiras fazendo do carnaval o maior espetáculo popular do mundo.


Não Subestimem as Manifestações populares

Enquanto alguns pulam e se divertem (nas ruas ou não), outros abrem sua metralhadora de protestos contra o carnaval acusando a felicidade alheia de ser a causa dos problemas sociais do país usando de frases na internet tipo: “Se as pessoas fossem para as ruas protestar contra a situação do país em lugar de se divertir, nosso Brasil seria outro!” Mas será isso verdade? Não tenho pretensão de fazer qualquer tipo de juízo político (até porque, se tem uma coisa que história nos ensina é de não ter políticos de estimação porque eles vão te morder) o que quero e acho relevante, como escritor e como artista, é de como a cultura popular não pode ser subestimada e o fato dela ter, sim, poder para mudar o rumo das coisas de uma maneira tão surpreendente quanto o roteiro de um longa-metragem.


Ato I – Entendendo a Causa (Ou boa parte dela).
Em um momento de vacas gordas, o então presidente da República Luís Inácio, o Lula, orgulhosamente trouxe para o Brasil a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Países mais estruturados que o Brasil acharam a ideia uma loucura, Barcelona, Londres e Grécia gastaram milhões de dólares em estrutura para cumprir um caderno insano de encargos para receber o evento das Olimpíadas e mesmo eles afundaram em dívidas e praticamente faliram. O Brasil tinha que cumprir dois cadernos, o da Copa e o Olímpico. Resumindo: ou na época o Brasil engrenava e virava uma Superpotência ou ia dar zica, o país ia se endividar, a corrupção ia escancarar e o povo é que ia pagar... Claro, dado a nossa “competência política histórico-administrativa” ficamos com a segunda opção.

Antes mesmo da Copa, antes da então Presidente Dilma terminar seu primeiro mandato, já haviam protestos nas ruas devido aos atrasos e os gastos com o primeiro evento, estádios prontos foram reformados com gastos milionários e elefantes brancos em estados sem tradição no futebol foram erguidos para a alegria dos empreiteiros de obras superfaturadas. Obras de estrutura viária duvidosas (como o viaduto da Copa que caiu em BH, ou o VLT de Cuiabá que não foi entregue, mas foi gasto). Dilma já chegou ao final do Primeiro Mandato com as finanças desorganizadas precisando de “pedaladas fiscais” para fechar as contas.

Veio então as Olimpíadas do Rio, com problemas entre a União, o Estado do Rio e a Prefeitura do Rio no cumprimento do caderno de encargos do Comitê Olímpico Internacional. Mais obras superfaturadas aconteceram, obras com engenharia duvidosa (como a ciclovia lagoa-barra), obras históricas que jamais terminaram (como a despoluição da Bahia da Guanabara). O resultado, como os países organizados previram, foi a implosão do Brasil. O Estado do Rio de Janeiro praticamente faliu, o corredor de corrupção ficou escancarado resultando do Impeachment da presidente Dilma e na posse do até então “vice decorativo” Michel Temer.

Temer chegou com a promessa de reativar a economia brasileira, com queda brusca na arrecadação de impostos devido a grande quantidade de empresas que fecharam e a alta taxa de desemprego e inflação alta. O legado que ele queria deixar no seu último ano de governo era do homem que encarou o problema da previdência social do país. Só que, com um plano ruim de correção da previdência e apoiado pelo congresso nacional mais pilantra da nossa história o que se viu foi uma série de favores financeiros sem nenhum resultado prático a não ser tornar o nosso querido “mordomo do Drácula” na figura menos confiável de todos os últimos presidentes que passaram.



Ato II – A Vingança do Carnaval
Temer, aliás, é a grande figura do momento histórico que entramos a partir do dia 16/02/2018. Ele é um cara que diz que não se importa com pesquisas do Datafolha e Ibope de popularidade, mas foi o autor da carta que demonstrou o quanto ele é orgulhoso quando era vice de Dilma Rousseff com a famosa lamentação de ser um “Vice Decorativo”. Ao seu lado está o então governador do Rio de Janeiro Pezão, que achou que conseguiria marcar no peito e sair jogando a estratégia do Cabral quando, em Abril do ano das eleições, deixou o comando do Estado com ele e se mandou literalmente depois de furtar o Estado de tal forma que hoje é um feliz morador do Complexo Penitenciário na Região Metropolitana de Curitiba. E, finalizando o trio, o prefeito que “não gosta de samba, bom sujeito não é!” Marcelo Crivela, que entre ser Prefeito do Rio de Janeiro e Bispo Evangélico, ele demonstrou que vai preferir a segunda opção.

Tudo começou em 2017, o Estado do Rio, com salários atrasados e fornecedores sem receber precisou cortar despesas e, desta forma, o Carnaval sofreu seu primeiro baque. Para o carnaval de 2018 a situação não melhoraria e ainda teve o agravante do Município, através de seu representante máximo, demonstrar reiteradas vezes o preconceito contra qualquer coisa ligada a “cultura africana satânica do carnaval”. Não adianta a boca apontar para a esquerda se suas ações são para a direita, o povo, o carnavalesco, entendeu bem o recado.

Resultado: Ratos e Vampiros dançaram em um desfile claramente de protesto na Sapucaí, Paraíso do Tuiutí e Beija-Flor de Nilópolis chegaram a constranger a Rede Globo que, por contrato, transmitiu o desfile para todo o Brasil e grande parte do mundo. A imagem do povo seguindo com a Beija-Flor no final do desfile, numa clara mensagem: “Este carnaval me representa” foi assombroso, especialmente para a classe política brasileira.



Coincidência? Eu acho que não.

Terça-feira, após os desfiles, Temer se reuniu com o governador Pezão e o Presidente da Câmara para dar partida a uma Intervenção Federal que foi autorizada na sexta, dia 16/02/2018 para o Estado do Rio de Janeiro. Um alívio para quem já se cansou da rotina de arrastões, furtos de celulares e carteiras, bandidos em carros e motos de fuzis, explosão de granadas, tiroteios e morte. Não que vá resolver o problema, mas, ao menos é uma aspirina na eterna dor de cabeça que é a segurança do Estado.

O impacto da medida extrapola o Rio de Janeiro, uma vez que a Constituição prevê que, durante uma intervenção federal, não pode haver qualquer alteração constitucional no país. Isso inviabilizaria, por exemplo, a Reforma da Previdência.

Sou de opinião que o Temer já viu que a Reforma da Previdência foi para o ralo. Que ao ver o Vampiro na passarela ele ficou bolado com o tanto de dinheiro que tem dado aos Deputados e as reformas que ele queria como legado não estão indo para frente. Ele é orgulhoso, entrou como presidente pela porta dos fundos e se não fizer nada, não deixar nenhum legado, sairá pela mesma porta que entrou.

Apenas uma coisa é certa: entre a briga de coxinhas e mortadelas, quem fez história foi o Samba. O governo teve que se mexer, porque o Samba é lendário. Fica a lição: não se deve subestimar a cultura brasileira.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Depois de um longo inverno, Chegou!

SIM, EU RECEBI A CONEXÃO NANQUIM IMPRESSA
E AGORA, OS COMENTÁRIOS:

Ontem, depois de longa espera, recebi em casa o exemplar impresso da Conexão Nanquim. Logo de cara, ao ler a matéria do Silver, ficou claro que a proposta da revista era fazer uma edição impressa da revista virtual na forma de um especial onde as séries mais comentadas fariam parte de um compilado inédito. Neste quesito a revista cumpre o que promete, as histórias selecionadas são exatamente aquilo que quem acompanha as histórias virtuais estão acostumados. Talvez a grande diferença esteja nos autores na forma como eles aproveitaram o espaço. Creio que Punch&Money de Jefferson Ferreira, Egoman de Rafael Santos e Pirates de Yuri Landim foram os que melhor se adaptaram ao formato impresso. 

Senti falta de um melhor cuidado da diagramação de algumas páginas, em algumas delas os balões estão tão próximos das margens que é necessário ter cuidado ao ler para não descolar a revista. 

Como sugestões para uma futura tentativa eu recomendaria utilizar os espaços brancos da segunda e terceira capas, já que a intenção é dar um aspecto de revista é importante não haver vazios, ainda mais quando se tem tantos artistas interessantes como a Conequim e muitos deles nem foram citados ou utilizados. 

Uma coisa que também não recomendaria é a “propaganda” mesmo que de séries da Conequim em um encadernado porque se corre o risco de acontecer exatamente o que aconteceu. Um encadernado é fruto de um momento, sou de opinião que uma revista como esta deva ter o projeto mais atemporal possível. A revista Conexão Nanquim virtual nem existe mais, as histórias são publicadas agora em forma de escala, ou seja, o momento é outro. Seria interessante substituir isso, por exemplo, por artes de outros autores que fazem parte da Conequim, mas não fizeram parte do grupo selecionado para publicar histórias. É uma maneira de valorizar quem colabora.

No mais, estou certo que a iniciativa é extremamente válida e que tudo foi uma experiência excelente para o amadurecimento do grupo Conexão Nanquim. Sei também que algumas pessoas devem bater forte no trabalho que o grupo fez, outros vão dar o seu apoio, mas os editores não devem esquecer que trabalho bom é trabalho pronto, eles terminaram o trabalho e o entregaram. Estão de parabéns por isso. Portanto é justo eu deixar aqui os meus votos de sucesso a toda a equipe da edição e seus artistas desejando que sigam em frente e que tenham uma boa sorte!

E, para quem quer conhecer a Conexão Nanquim, basta clicar >>>AQUI.<<<

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As Faces de Cobra-Grande

AMIGO? INIMIGO? DEUS? DEMÔNIO? QUEM É O COBRA-GRANDE NO MUNDO

O mito de Cobra-Grande talvez seja o mais antigo e enraizado da cultura mundial, é um mito que se espalha ao redor do mundo passando desde a mitologia Nórdica, onde a Serpente de Midgard chamada Jormungand está destinada a matar e morrer na luta contra o deus Thor no Ragnarok; passando pela religião africana, onde Oxumarê desce dos céus em forma de arco-íris e bebe a água dos rios causando grandes secas se tornando o Deus/Deusa que controla a estação das secas e das chuvas; passando também pela bíblia onde, como o mais astuto dos animais se divertiu às custas e Eva e Adão resultando na expulsão da ambos do Paraíso, na Austrália com a lenda dos rios e chegando finalmente a América do Sul onde Cobra-Grande ocupa o maior destaque das lendas.

Segundo uma das lendas guaranis, Cobra-Grande, filho de Tupã antigamente era uma Mboiguaçú comum, mas subiu o Rio Amazonas e retornou como Cobra-Grande. Como existem várias lendas a respeito deste ser, vale a pena colocar aqui o fato de Cobra-Grande ser o próprio Rio Amazonas onde a cabeça se encontra em sua foz (Ilha de Marajó) e sua calda em sua nascente, na região do Peru. Por este motivo o Cobra-Grande é chamado pelos nativos de "Amaru Mayu" ou "A Serpente Mãe do Mundo". No folclore Viracocha, Cobra-Grande é destacado em duas poderosas faces: Jacumama, a serpente em forma de relâmpago que corta o céu e a terra e Sachamama, a serpente de duas cabeças em forma de Arco-Íris que liga Céu, Terra e Inferno sendo o responsável pelo equilíbrio do bem e do mal no mundo.

Nas histórias de Tupanaoca, Cobra-Grande é isto, a face do poder bruto da natureza que percorre o mundo e que tem sua casa nas florestas brasileiras, um ser de muitos filhos dotado de grande poder, indomável que só segue a si mesmo e aos seus objetivos. Para uns será um deus, para outros um demônio, e para quem o conhece uma criatura com um comportamento nem mais e nem menos que humano.